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Mais de 96% dos municípios (5.368) brasileiros têm instalações esportivas de propriedade das prefeituras. As administrações estaduais são donas de outras 1.026 estruturas. O percentual de municípios que executaram ações, projetos e programas na área do esporte em 2016 era de 95,6% (5.329), aumento significativo em relação a 2003, que era de 86,9% (4.829). As ações se dividiam entre projetos na área escolar (83%), no alto rendimento (60,1%), em experiências voltadas para o lazer (87,7%) e na vertente da inclusão social (59%).

Esses são alguns dos achados da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais e Municipais de 2016, elaborada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Esporte e divulgada nesta quarta-feira (24.05). Ao todo, são 41.641 instalações esportivas de propriedade das prefeituras. Dos 5.368 municípios com instalações esportivas, 82,8% (4.444) tinham campo ou estádio; 67,3% (3.611) ginásios; e 65% (3.496), quadras esportivas.

Entre os estados, só Santa Catarina afirmou não ter instalações esportivas sob sua responsabilidade, exceto as existentes em escolas estaduais. Do total de 1.026 instalações, destacam-se 349 quadras (34,0%), 268 ginásios (26,1%) e 180 campos de futebol (17,5%).

O mesmo estudo indica que 1.521 municípios tinham escolas da prefeitura que possuíam campo de futebol, ginásio, piscina e/ou pista de atletismo, ou 27,3% do total. Das 4.190 instalações em escolas públicas municipais, 78% (3.270) eram ginásios, 14,6% (611) campo de futebol, 6,3% (265) piscinas e 1% (43) pista de atletismo. Entre as regiões, a Sul foi a que declarou ter maior proporção de municípios com essas instalações: 47,6% do total.

Os dados divulgados nesta quarta-feira somam-se às estatísticas lançadas na semana passada, sobre prática esportiva da população brasileira, e ao Diagnóstico do Esporte, publicado em 2015. Segundo o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, são documentos vistos como fundamentais para o desenvolvimento da política pública de esporte no Brasil, uma vez que retratam a realidade atual da gestão esportiva nos municípios e nos estados. Os dados auxiliam, por exemplo, a constituir com mais consistência o projeto de lei que vai propor o Plano Nacional de Esporte. O documento propõe alterações no sistema público de esporte e visa dar mais autonomia para que estados e municípios possam executar ações e projetos.

Eventos

Todas as Unidades da Federação declararam ter realizado algum tipo de evento esportivo nos 24 meses anteriores ao levantamento: 25 realizaram eventos de esporte escolar, 26 no esporte de alto rendimento e 25 de lazer. Levando em conta os municípios, a média nacional dos que realizaram eventos passou de 93,6% (5.204), em 2003, para 97,8% (5.445), em 2016.

Um total de 96,6% (5.258) dos eventos eram municipais e 67,6% (3.681) intermunicipais. Apenas em 7% (379) e 4,1% (224) dos municípios foram realizados eventos nacionais ou internacionais. As modalidades mais contempladas foram futebol, vôlei, atletismo e futsal.

Qualificação feminina

As mulheres eram gestoras nomeadas em 31,0% dos 5.411 municípios que declararam ter órgão gestor de esporte. Apesar da predominância masculina, a alta escolaridade das mulheres fez com que 60,3% (3.261) dos gestores da política de esporte apresentassem ensino superior completo, pós-graduação, mestrado ou doutorado. Entre 2003 e 2016, aumentou o percentual de municípios em que o gestor de esportes tinha curso superior completo, de 32,4% para 36,2%.

Conselho do Esporte

Os resultados apontaram também para o aumento dos Conselhos Municipais de Esporte como mecanismo de participação no âmbito municipal. Entre 2003 e 2016, o percentual de municípios com conselho subiu de 11,8% (658) para 20,8% (1.161). Em 54,8% (636) dos municípios com conselho, a composição era paritária e em 27% (313) tinham maior representação da sociedade civil. As funções que mais desempenhavam eram a consultiva – 73% (847) – e deliberativa – 54,9% (637).

Legislação

Quanto aos objetos da política de esporte regulamentados em 2016 por instrumento legal, 27,4% dos municípios (1.527) regulamentavam projetos esportivos; 10,3% (576), as subvenções concedidas para o esporte; 5,6% (311), a bolsa atleta; e 4,5% (253), a concessão de incentivos e isenções fiscais para o esporte.

Todas as Unidades da Federação realizaram convênios ou parcerias, mesmo as sem legislação específica. Em todo o país, 10 Unidades da Federação tinham legislação estadual específica para tratar dos convênios e parcerias na área do esporte. A mais antiga, do ano de 2003, era a da Paraíba; a mais recente, de 2016, do Mato Grosso do Sul.

Fonte: IBGE e Ministério do Esporte

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Como nascem os campeões? Conheça a história de jovens que estão suando a camisa em busca de um sonho. A garotada é patrocinada pelo Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte.

Ouça nos links:

 

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Foi publicada nesta sexta-feira (26.05), no Diário Oficial da União, a primeira lista dos atletas patrocinados pela Bolsa Pódio para os Jogos de Tóquio 2020. Estão contemplados 183 atletas olímpicos e paralímpicos, o que representa um desembolso de cerca de R$ 23,8 milhões ao ano, em bolsas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. O número de contemplados apresenta alta de 306% quando comparado à primeira publicação do ciclo anterior, em agosto de 2013. Na ocasião, 45 atletas foram aprovados.

Setenta atletas serão contemplados pela Bolsa Pódio pela primeira vez. Dos 183 anunciados, 91 são olímpicos, sendo que 12 foram medalhistas nos Jogos Rio 2016. O investimento nos competidores olímpicos será de R$ 10,8 milhões. Já o patrocínio nos atletas paralímpicos soma R$ 12,9 milhões. Foram contemplados nessa primeira fase 92 competidores, sendo 37 medalhistas nos Jogos Paralímpicos 2016.

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Atletas das quatro equipes participantes do Campeonato Valentense de Basquete avaliaram a abertura do torneio realizada na última sexta-feira (18), na Praça Nemésio Martins. As equipes contam, também, com participação de garotas. Tudo em nome da renovação. A competição é organizada pelo professor Ilton, com a colaboração da turma do basquete.

Abertura: 18/11/2016
Local: Praça Nemésio Martins

Jogo 01: Valente Gold’s States 30 x 23 Fênix
Jogo 02: Águias 41 x 12 Gaviões

Assista

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A Federação Internacional de Basquete (Fiba) decidiu suspender a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Através de comunicado divulgado em seu site oficial, a entidade destacou, entre outros motivos, a “falta de controle total do basquete no país”. A decisão foi tomada após reunião do Comitê Executivo, que avaliou que a CBB “precisa de uma reestruturação e não vem cumprindo totalmente com suas obrigações como membro da entidade”.

Carlos Nunes é presidente da CBB desde 2009 | Foto: Divulgação

A punição tira o Brasil de qualquer competição realizada pela entidade mundial. “Mesmo com todo o suporte e flexibilidade proporcionada pela Fiba em múltiplas ocasiões antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que levaram a recente criação da Força-tarefa para a reorganização da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e o desenvolvimento do basquete brasileiro, o Comitê Executivo acredita que a CBB ainda precisa de reestruturação e não está cumprindo totalmente suas obrigações como membro nacional da Fiba”, afirma o comunicado.

De acordo com a Fiba, os motivos da suspensão foram os seguintes: não participação em torneios internacionais de base, sênior e falha na organização do World Tour no Rio de Janeiro, o que prejudica os jogadores, já que eles não têm oportunidade de jogar internacionalmente. Além disso, importantes torneios nacionais de base foram suspensos pela CBB; Falta de controle total do basquete no país. Como exemplo disso, o envolvimento de terceiros na seleção e nas atividades do time nacional; Falta de pagamentos a Fiba por um longo período; Falta de plano de reestruturação antes das eleições na entidade brasileira conforme traçado pela Fiba e denominado de “força-tarefa”. A situação da Confederação Brasileira de Basquete passará por uma reavaliação no dia 28 de janeiro de 2017.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que pretende colocar em votação, em uma data nas próximas duas semanas, o Projeto de Lei nº 130/2015, do deputado João Derly (Rede-RS). O texto prevê o aumento do limite de dedução de impostos pela Lei de Incentivo ao Esporte. Atualmente, a lei prevê que pessoas jurídicas podem usar até 1% do imposto devido para incentivar projetos esportivos, enquanto o limite para pessoas físicas é de 6%. Caso o PL seja aprovado, os novos limites serão de 3% e 9%, respectivamente.

Desde que entrou em vigor em 2007, a Lei de Incentivo prevê um teto de R$ 400 milhões destinados a projetos aprovados pelo ministério. No entanto, o valor total anual nunca foi atingido de lá para cá, o que impulsionou a criação do projeto de lei para que o limite seja alcançado e uma parte maior dos impostos devidos possam ser destinados.

“É importante entender que estamos em um momento de crise e não estamos pedindo para gastar mais. Temos esse teto desde 2007 por lei, só que o máximo que conseguimos foram R$ 250 milhões. Queremos passar de 1% a 3% para chegar no teto, entrarem mais projetos e melhorar a qualidade dos que estão em vigor”, explicou José Cândido Muricy, diretor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte do ministério.

Vagner Vargas / Ascom – Ministério do Esporte

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Seguramente tudo que falarmos ainda é pouco quando se trata do incansável professor Arievaldo José, “Papia”, que como todos sabem, dedica boa parte do seu precioso tempo à arte do Karatê, não somente fazendo súditos, mas também praticando os seus conhecimentos quando surgem as oportunidades. Desta vez foi foi bem longe de casa, em São Luiz, capital do Maranhão. Tão logo pós luta, Papia, como de costume, compartilhou sua alegria conosco informando que acabara de conquistar o Campeonato Brasileiro de Karatê, categoria Master, sem entrar em muitos detalhes. E nem precisa. Sua história diz por si. Como bem diz uma postagem no seu Facebook, ‘a cidade de Valente pode se orgulhar deste grande campeão, devemos homenageá-lo por tantos anos de dedicação ao esporte e pela eficiência deste trabalho filantrópico que atende à comunidade Valentense com disciplina e conhecimentos através da maravilhosa arte do Karatê Shotokan.’

Parabéns, professor. Temos muito orgulho do senhor.

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No jornal “Folha de S.Paulo”, o jornalista Marcelo Coelho mostrou-se entusiasmado com a possibilidade de extinção da disciplina Educação Física.

Na proposta de reforma do Ensino Médio, o MEC sugere o término da obrigatoriedade da Educação Física.

As lembranças de aulas de Educação Física quando menino foram traumatizantes para Marcelo Coelho e ele vê com entusiasmo o castigo que essa disciplina faria por merecer.

Fala do assunto como se praticasse uma tardia vingança.

Passei por algo parecido quando fazia Educação Física na escola.

Ao contrário do jornalista, recuperei-me do trauma, formei-me professor e tive a oportunidade de participar da construção de um modo de fazer Educação Física que tornou aquela que ele viveu peça de arqueologia, embora ainda existam, entre os professores dessa disciplina, remanescentes do período das cavernas.

Tive experiências igualmente traumatizantes com a Matemática, aprendi a odiá-la por algum tempo, e nem por isso me manifestaria com júbilo caso ela fosse ameaçada de extinção; quando muito torceria para que, de maneira geral, os professores de Matemática humanizassem sua pedagogia.

Maior trauma sofri, no entanto, com a escola de modo geral.

Menino louco por brincadeiras, trancaram-me em salas de aula, imobilizado em carteiras, sem espaço para me mexer, conversar, rir ou chorar durante anos e anos.

Todos passamos por essa clausura, impedidos que fomos de ser crianças ou adolescentes.

E nem por isso me entusiasmo com a ideia da extinção da escola. Sou educador e trabalho todos os dias por uma Educação Física melhor e por uma escola melhor.
​O texto do aclamado jornalista Marcelo Coelho, de quem sou leitor e a quem muito respeito, seria menos grave não fosse ele o formador de opinião que é.

Deveria ter consultado pessoas confiáveis da área antes de escrever o que escreveu.

Testemunhei, ao longo de minha vida, reportagens catastróficas, indignei-me com manchetes de tablóides, mas não me aventuraria a sugerir medidas para o jornalismo antes de consultar os bons jornalistas.
​Não é de hoje que a Educação Física é ameaçada.

Até porque essa negação vai além da Educação Física.

Durante doze anos de escolaridade, crianças e adolescentes são encarceradas em espaços reduzidos de meio metro quadrado, quatro horas por dia, duzentos dias por ano, num total de 9600 horas de seus melhores anos de vida.

Isso é exclusão, numa época em que tanto se fala em inclusão.

Exclusão do corpo. O corpo não pode ter vez na escola, porque ele nos amedronta, ele cede aos vícios, ele se degrada, ele morre, e não queremos esse destino para nós.

Mas ele também é a fonte da felicidade; daí a ansiedade das crianças para sair da sala e ir para a aula de Educação Física.

O medo do fim nos leva a negar o corpo, é preciso fazer de conta que ele é uma outra entidade diferente de nós.

Mas isso não é possível. Não podemos nos livrar do corpo, porque seria o mesmo que nos livrarmos de nós mesmos. O corpo somos nós, enquanto perdurar esta vida. E uma criança não pode viver como se não fosse corpo, como se não fosse criança.

Assim como um adolescente, exatamente num período de vida de tão grandes transformações físicas, não pode viver negando que é corpo. É disso que se trata. Queremos fazer de conta que poderemos nos livrar do corpo para sobreviver ao seu suposto destino final.
​Marcelo Coelho alinha-se a essa ideia quando afirma seu entusiasmo pela extinção da Educação Física.

Antes, ele deveria conhecer o que foi construído em nossa área dos anos 1980 para cá. E até mesmo antes disso, se estudasse os belos trabalhos de nossos pioneiros Inezil Pena Marinho, Fernando Azevedo, Oswaldo Diniz ou Alfredo Colombo.

Não se trata, saiba o ilustre jornalista, de ser o esporte ou as brincadeiras os conteúdos mais ou menos adequados. Trata-se de projetos educacionais, de projetos de vida, que carecem de sentido sem a orientação do método adequado ou de uma pedagogia humanizante. Pena ele não ter nos perguntado antes de se entusiasmar com nossa extinção. Teríamos carradas de exemplos de uma Educação Física que ele não teve a felicidade de conhecer.

​O espaço é pequeno para indicar trabalhos notáveis feitos atualmente por professores e professoras extremamente competentes. Poderíamos descrever projetos muito bons que tornam nossos alunos adolescentes protagonistas de projetos para atuar com a dança, com os esportes na natureza, com esportes radicais, com o conhecimento do próprio corpo, com os primeiros socorros e cuidados com a saúde, com as discussões de gênero, com as drogas, o racismo e a homofobia.

Há uma vasta cultura de jogos e exercícios, o que inclui o esporte, a dança, as lutas, o circo, as ginásticas, as brincadeiras populares, entre tantas manifestações do exercício e do lúdico, que nossos jovens precisam aprender a praticar e a compreender, o que jamais será feito caso seja decretada nossa extinção.
​Marcelo Coelho exultou com nosso fim. Nós, ao contrário, queremos para ele vida longa, pois precisamos, mais que nunca, de seu bom jornalismo.

*João Batista Freire é professor Livre Docente aposentado da Unicamp, além de ter trabalhado na USP e na Universidade Federal da Paraíba e na Universidade Estadual de Santa Catarina, e autor de diversos livros sobre Educação Física e Esporte.

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O homem mais rápido do mundo, Usain Bolt anunciou em um programa de TV da Jamaica que vai se aposentar das pistas no Mundial de Atletismo de Londres, que acontece no ano que vem.
O jamaicano contou também que em 2018 fará uma turnê de despedida pelo mundo, incluindo diversos países.
Bolt é o maior velocista da história e detém os recordes dos 100 m, 200 m e 4 x 100 m. Ganhou nove ouros olímpicos, incluindo três na Rio-2016.
Informações, Galáticos Online